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	<title>Paulo Panayotis</title>
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	<description>Presidente do Centro Kaváfis de Cultura Helênica</description>
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		<title>Grécia: estado de emergência ou de incompetência???</title>
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		<pubDate>Fri, 14 Aug 2009 15:10:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>ppanayotis</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[Todos os anos a tragédia anunciada se repete&#8230; Em 2008 houve mortes, destruição, desespero. Parece que nada disso serviu, novamente, para alertar as autoridades gregas a tentar previnir ou, ao menos, minimizar os efeitos devastadores do &#8220;verão grego&#8221;. Além de turistas, o verão na Grécia traz efeitos que são largamente conhecidos no Brasil: as queimadas, [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=ppanayotis.wordpress.com&amp;blog=7732543&amp;post=19&amp;subd=ppanayotis&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Todos os anos a tragédia anunciada se repete&#8230;</p>
<p>Em 2008 houve mortes, destruição, desespero. Parece que nada disso serviu, novamente, para alertar as autoridades gregas a tentar previnir ou, ao menos, minimizar os efeitos devastadores do &#8220;verão grego&#8221;.</p>
<p>Além de turistas, o verão na Grécia traz efeitos que são largamente conhecidos no Brasil: as queimadas, na Amazônia, afligem e preocupam muito mais a opinião pública mundial do que as autoridades brasileiras.</p>
<p>O mesmo ocorre na Grécia.</p>
<p>Segundo relatos da BBC World, o serviço britânico de informação mundial, os incêndios florestais já mataram pelo menos 46 pessoas em todo o País, o que motivou as autoridades gregas a declarar mais um estado de emergência.</p>
<p>“<em>Precisamos mobilizar todos os recursos e forças para enfrentar este desastre</em>” declarou o primeiro-ministro Kostas Karamanlis. Novidade? Nem tanto&#8230; talvez a manifestação do líder de um clã que, no poder há décadas, se vê obrigado perante a pressão da opinião pública européia a se posicionar.</p>
<p>Pelo menos 170 grandes incêndios já atingiram o território grego neste verão&#8230; Os casos mais graves, cerca de 80, concentram-se a 80 quilômetros da costa oeste do Peloponeso, no sul da península,.</p>
<p>“<em>Ninguém tem o direito de tirar vidas e destruir o meio ambiente e o nosso País. Os culpados tem que ser processados</em>” bradou Karamanlis.</p>
<p>Mas, se todos os anos ocorre o mesmo, e o próprio primeiro-ministro vocifera contra os “destruidores da pátria-mãe”, por que a cada ano tudo se repete?</p>
<p>Mais uma vez o governo grego pediu ajuda aos alemães, espanhóis, franceses e holandeses, que, novamente, prometeram ajudar.</p>
<p>Enquanto a terra arde, a campanha eleitoral é suspensa e, segundo a imprensa local, provavelmente adiada.</p>
<p>No último sábado, o fogo chegou perto da capital, Atenas, obrigando as autoridades a fechar uma importante estrada, que liga a cidade ao aeroporto.</p>
<p>A falta de vento, as altas temperaturas (frequentemente ultrapassando os 40 graus) e a inoperância das autoridades agravam ainda mais o tórrido verão grego e o que era motivo de geração de divisas -o verão- torna-se fonte de constante preocupação.</p>
<p>Até quando essa situação prevalecerá?</p>
<p>Já não é hora de investir em mecanismos que possam inibir ou pelo menos minimizar uma situação que se repete ano após ano?</p>
<p>Nossa expectativa, a expectativa dos gregos que moram no Brasil, é a mesma de todo o mundo: acabar com uma situação que já tirou a Grécia das páginas de turismo e práticamente a colocou nas páginas policiais&#8230;</p>
<p>Formas para reverter tal &#8220;queimada&#8221; seguramente existem&#8230;</p>
<p>As perguntas que ardem, portanto, começam a ficar cada vez mais claras, apesar das grossas colunas de fumaça que emergem da causticada terra dos Deuses: Por que nada é feito? A quem interessa tal situação? Até quando permanecerá? Talvez as eleições, se e quando ocorrerem, respondam tais questões.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/ppanayotis.wordpress.com/19/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/ppanayotis.wordpress.com/19/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/ppanayotis.wordpress.com/19/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/ppanayotis.wordpress.com/19/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/ppanayotis.wordpress.com/19/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/ppanayotis.wordpress.com/19/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/ppanayotis.wordpress.com/19/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/ppanayotis.wordpress.com/19/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/ppanayotis.wordpress.com/19/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/ppanayotis.wordpress.com/19/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/ppanayotis.wordpress.com/19/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/ppanayotis.wordpress.com/19/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/ppanayotis.wordpress.com/19/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/ppanayotis.wordpress.com/19/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=ppanayotis.wordpress.com&amp;blog=7732543&amp;post=19&amp;subd=ppanayotis&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Diálogo com as raízes</title>
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		<pubDate>Wed, 10 Jun 2009 19:20:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>ppanayotis</dc:creator>
				<category><![CDATA[Novidades]]></category>

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		<description><![CDATA[Grécia, Hellas, azeitonas, azeite… Diálogo com o azeite!!! Conversar com o azeite pode parecer estranho, diferente, absurdo até. Pode ser, se você nunca foi a Grécia, não tem parentes ou amigos gregos, enfim, não tem nenhum contato com a civilização helênica. No último sábado dialogamos com o azeite. Pra quem cresceu “tomando” azeite, foi um [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=ppanayotis.wordpress.com&amp;blog=7732543&amp;post=12&amp;subd=ppanayotis&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Grécia, Hellas, azeitonas, azeite… Diálogo com o azeite!!!<br />
Conversar com o azeite pode parecer estranho, diferente, absurdo até.<br />
Pode ser, se você nunca foi a Grécia, não tem parentes ou amigos gregos, enfim, não tem nenhum contato com a civilização helênica.<br />
No último sábado dialogamos com o azeite. Pra quem cresceu “tomando” azeite, foi um ritual prazeroso, conhecido, próximo. Pra quem só lembrava do azeite naquelas folhinhas de alface e tomate, foi um mundo de descobertas. A começar pelo nome, Hellas, ou simplesmente azeitonas (literalmente traduzido) a Grécia, como todo o mediterrâneo, sempre sofreu forte influência desta árvore que frequentemente “vê” as pessoas surgirem e desaparecerem.<br />
Com a terna, objetiva e comovente palestra de Monique Bouffis no último sábado (23 de maio de 2009) conhecemos um pouco mais da azeitona, da oliveira, do azeite.<br />
Há milhares de anos esse líquido da vida acompanha as antigas civilizações do oriente médio e do mediterrâneo. A exemplo do vinho, cuja disputa pela paternidade causa até hoje acaloradas discussões, o azeite arrebata, apaixona, alimenta, alivia…<br />
Conheci, neste sábado, a delicada flor que é o embrião da azeitona… Gorducha, carnuda, diferente de todas as outras flores que vi até hoje, estranhamente se auto-fecunda, algo, provavelmente, herdado dos Deuses do Olímpo…<br />
Ao longo da palestra, ou melhor, do diálogo de Monique, fui recordando sentimentos, sensações… Como quando minha mãe voltou pela primeira vez à Grécia, depois de ter chegado ao Brasil na década de 50. Trouxe na bagagem presentes da família: combolois, loucumia, roupas de seda e azeitonas… Ops, azeitonas??!! Isso mesmo, legítimas “helles kalamatianes”, uma bombona contendo cerca de 20 kg de gorduchas, saborosas e irresistíveis azeitonas, temperadas com orégano das planícies helênicas e todas, obviamente, mergulhadas dentro do mais puro azeite grego. Comi os 20 kg em menos de 2 semanas… e olha que eu tinha apenas 7 ou 8 anos de idade.<br />
Voltando ao nosso “diálogo”, Monique, brasileira, paulista de Higienópolis, e que fala fluentemente grego (talvez bem melhor do que eu!!) nos ensinou que, por lei, quem derrubar uma oliveira na Grécia vai pro xilindró!!! Isso mesmo: nas escrituras públicas de compra e venda de áreas rurais, descrevem-se, com minúcias, o tamanho, quantidade e atá a espessura das oliveiras existentes na propriedade!!!<br />
Para uma sala lotada, mais de 40 pessoas, boa parte de não descendentes de gregos, o tal diálogo começava a fazer sentido…<br />
Um casal simpaticíssimo, ela grega, ele brasileiro, trouxe os filhos de Campinas, no interior de São Paulo, para “dialogar”. Os dois adolescentes que aprendem grego moderno, devem, em breve, participar de um acampamento de verão próximo a Atenas. Muito provavelmente acamparão à sombra de oliveiras…<br />
Bendito fruto entre os humanos, as oliveiras, constatam todos… Monique prossegue, atiçando os sentidos da platéia: &#8220;ao final do &#8216;diálogo&#8217; teremos uma degustação de azeite à moda grega: somente pita (pão) embebido no azeite, sal e, obviamente, vinho dos Deuses…&#8221;<br />
Alguns ficaram surpresos quando souberam que uma oliveira somente começa a frutificar apos 8, 10, 15 anos… surpresa maior ainda quando ouviram que algumas delas podem chegar a 2 mil anos. Quantos e quantos diálogos estas semeadoras de vida devem ter travado ao longo dos anos…<br />
Na culinária grega, seja hoje, seja há milênios, o azeite não falta. Aliás, os gregos não usam outro tipo de óleo para cozinhar. A tão falada dieta mediterrânea hoje tão badalada, aquela que previne e até evita doenças cardíacas, já nos era conhecida há muitos e muitos anos… Nós sempre a fizemos (e aqui em casa faço até hoje) de forma natural, automática.<br />
Dialoguem com um grego e constatem: quando o estoque de azeite em casa cai para duas ou três garrafas, automaticamente ele começa a ficar estressado, incomodado, deprimido… Ao final da apresentação, ou melhor, do diálogo, teve início outro, ainda melhor: todos foram convidados para saborear (degustar é a palavra em uso) vários tipos de azeite: todos gregos, claro.<br />
Foram provados exemplares de Creta, de Kalamata, da Arkadia, de Atenas… orgânicos, encorpados, suaves, todos extra-virgens…<br />
E como todos dialogaram… um diálogo que deverá permanecer vivo em nossas mentes por muito, muito tempo… exatamente da mesma forma que o sabor do azeite.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/ppanayotis.wordpress.com/12/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/ppanayotis.wordpress.com/12/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/ppanayotis.wordpress.com/12/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/ppanayotis.wordpress.com/12/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/ppanayotis.wordpress.com/12/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/ppanayotis.wordpress.com/12/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/ppanayotis.wordpress.com/12/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/ppanayotis.wordpress.com/12/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/ppanayotis.wordpress.com/12/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/ppanayotis.wordpress.com/12/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/ppanayotis.wordpress.com/12/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/ppanayotis.wordpress.com/12/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/ppanayotis.wordpress.com/12/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/ppanayotis.wordpress.com/12/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=ppanayotis.wordpress.com&amp;blog=7732543&amp;post=12&amp;subd=ppanayotis&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Gregos modernos e o espargidor</title>
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		<pubDate>Wed, 13 May 2009 10:58:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>ppanayotis</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Há cerca de 5 anos nascia o Centro Kaváfis de Cultura Helênica &#8230; Inicialmente surgiu como uma necessidade cultural de profissionais liberais, quase todos filhos ou descendentes de gregos que acabaram se conhecendo das mais diversas formas&#8230; Como o próprio nome diz, o objetivo do grupo, que abriga de médicos a jornalistas, era e continua [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=ppanayotis.wordpress.com&amp;blog=7732543&amp;post=1&amp;subd=ppanayotis&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Há cerca de 5 anos nascia o <strong>Centro Kaváfis de Cultura Helênica</strong> &#8230; Inicialmente surgiu como uma necessidade cultural de profissionais liberais, quase todos filhos ou descendentes de gregos que acabaram se conhecendo das mais diversas formas&#8230; Como o próprio nome diz, o objetivo do grupo, que abriga de médicos a jornalistas, era e continua sendo difundir a cultura helênica em terras tupiniquins. Desta forma, Vasiliki Constantinidou, Dimitris Anagnostopoulos , Stelios Tsirakis, Marina Zarvos, Takis Cordas, Aspasia Papazanakis, Leonidas Papazanakis, Viktor Salis, Danilo Nikolaides e eu, Paulo Panayotis, todos descendentes diretos de gregos, e ainda Luis Eduardo, Constança Marcondes, Monique Boufis, Adriana Reis e Luis Alberto, brasileiros com alma grega, fundamos o Kaváfis, como o chamamos carinhosamente até hoje. Pra quê ?? Boa questão! O objetivo declarado de todos, como já disse, é difundir a cultura e os ideais helênicos clássicos&#8230; Mas, internamente, creio que é um pouco mais do que isso. Como todos nós nos consideramos &#8220;gregos modernos&#8221;, com outra formação cultural e ideológica daqueles primeiros que desembarcaram em terras brasileiras, queríamos um pouco mais que festas e igreja&#8230; Não que somente isso fosse pouco, não. Mas para nós não era o suficiente. Todos frequentamos a famosa missa de domingo na catedral da Rua Bresser, onde o &#8220;papás&#8221; nos surgia como uma figura mítica, inatingível, de barbas longas, roupas douradas e aquele espargidor cujo incenso jamais acabava&#8230; Todos temos, em nossa base religiosa, aquelas missas ortodoxas após as quais descíamos para o salão da coletividade e nos divertíamos a valer brincando com outros pequenos greguinhos e greguinhas ou comendo &#8220;kôlivo&#8221;&#8230; Daquela época ficaram as boas lembranças da infância, dos &#8220;ícones&#8221;, das senhoras elegantemente vestidas com a roupa de domingo e nos ouvidos o som de todos falando em alto (muito alto) e bom grego o idioma que até hoje cultivamos. Pois bem, para mim, e creio que para todos os outros cuja origem seja semelhante (filhos de gregos), o idioma é a base de tudo. Por isso resolvemos que teríamos, como atividades básicas no Kaváfis, dois cursos: o de idioma grego (moderno) e o de dança. Nosso propósito, muito mais intuitivo do que racional, era disseminar, por meio da língua e da dança, o maior número possível de informações sobre a cultura de nosso país não só aos descendentes de gregos mas, principalmente, aos brasileiros e não gregos. Tal intuição se provou correta: boa parte dos que frequentam nossas aulas (de dança e de grego) tem em comum a fascinação pela cultura grega e pelos ideais helênicos. Ao longo destes cinco anos, alguns fundadores se distanciaram e outros colaboradores se &#8220;agregaram&#8221;, como é o caso da Helena Sazallis e Vera Couto. É o ciclo da vida, e o ciclo do Kaváfis&#8230; Eu mesmo acabei acompanhando o Kaváfis à distância, já que fiquei por três anos trabalhando em Londres&#8230; Passados cinco anos, creio que nosso ideal inicial está se cumprindo&#8230; Todas as atividades realizadas até hoje, penso, tem o cerne da alma helênica, incluindo as discussões, os palpites (sempre muitos), o bom humor e até o mau humor característicos de nosso povo, adoçados, obviamente , pela fortíssima influência e formação tropical&#8230; Assim, os ciclos de palestras, as sessões de cinema, os recitais de poesia, as cantorias, as danças, enfim, tudo, nos lembra e nos remete aos helênicos&#8230; O próprio Kaváfis, para muitos o maior poeta neo-helênico do Século XX, é filho da diáspora&#8230; Seu berço é o Egito, mais propriamente a Alexandria&#8230; Sua poesia, no entanto, seja filosófica, histórica ou hedonista, retrata os ideais do mundo helênico mas também o mundo grego contemporâneo&#8230; Exatamente o que estamos tentando fazer&#8230;<br />
Yassu</p>
<address> Paulo Panayotis, jornalista</address>
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